Bem vindos!!!

Sejam bem vindos ao blog "Mediador de Leitura"!


Este blog foi criado com o intuido de postar arquivos relacionados ao curso Mediadores de Leitura, oferecido pela UFRGS.



Esperamos poder ajudá-los...


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Feliz Natal!!!!!

"A Melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio de nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham em nossa caminhada pela vida"

domingo, 12 de dezembro de 2010

SENSAÇÕES

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A música conjugada com a imagem nos passa Sensações diferentes e intrigantes, hora se espera que algo aconteça, hora vem a sensação de prazer, hora se está feliz, hora nos sentimos cansados e até tristes.
Enfim, SeNsAçÕeS diferentes.
O interessante é que mesmo sendo diferentes são boas, nos passam vida e sentimentos diversos. 
Mas destacamos um, que deixa marcas fortes e nos dá muita força, a ESPERANÇA! 
Esperança ... Espera ... Esperança!

O SABOR DO SABER - RUBEM ALVES

O sabor do saber







"A boca fala do que está cheio o coração": esse é um ditado da sabedoria judaica que se encontra nas escrituras sagradas. Bem que poderia ser a explicação sumária daquilo que a psicanálise tenta fazer: ouvir o que a boca fala para chegar ao que o coração sente. Acontece comigo. Cada texto é uma revelação do coração de quem escreve. Pois o meu coração ficou cheio com uma coisa que me disse minha neta Camila, de 11 anos. O que ela falou fez meu coração doer. Como resultado, fico pensando e falando sempre a mesma coisa.


A Camila estava na sala de televisão sozinha, chorando. Fui conversar com ela para saber o que estava acontecendo. E foi isto que ela me disse: "Vovô, quando eu vejo uma pessoa sofrendo, eu sofro também. O meu coração fica com o coração dela".


Percebi que o coração da Camila conhecia aquilo que se chama "compaixão". Compaixão, no seu sentido etimológico, quer dizer "sofrer com". Não estou sofrendo, mas vejo uma pessoa sofrer. Aí, eu sofro com ela. Ponho o outro dentro de mim. Esse é o sentido do amor: ter o outro dentro da gente. O apóstolo Paulo escreveu que posso dar tudo o que tenho aos pobres, mas, se me faltar o amor, nada serei, porque posso dar com as mãos sem que o coração sinta.


A compaixão é uma maneira de sentir. É dela que brota a ética. Alguém foi se aconselhar com Santo Agostinho sobre o que fazer numa determinada situação. Ele respondeu curto e definitivo: "Ama e faze o que quiseres". Pois não é óbvio? Se tenho compaixão, nada de mau poderei fazer a quem quer que seja.


Fernando Pessoa escreveu um curto poema em que descreve a sua compaixão. Por favor, leia devagar: "Aquele arbusto fenece, e vai com ele parte da minha vida. Em tudo quanto olhei fiquei em parte. Com tudo quanto vi, se passa, passo. Nem distingue a memória do que vi do que fui". Compaixão por um arbusto... Ele explica esse mistério da alma humana dizendo que "em tudo quando olhei fiquei em parte. Com tudo quanto vi, se passa, passo...". Os olhos, movidos pela compaixão, o faziam participante da sorte do pequeno arbusto.


Eu já sabia disso, mas nunca havia enchido o meu coração a ponto de doer. Doeu porque liguei a fala da Camila a essa tristeza que está acontecendo no Brasil. Os corruptos são homens que passaram pelas escolas, são portadores de muitos saberes. Tendo tantos saberes, o que lhes falta? Falta-lhes compaixão.


A falta de compaixão é uma perturbação do olhar. Olhamos, vemos, mas a coisa que vemos fica fora de nós. Vejo os velhos e posso até mesmo escrever uma tese sobre eles, se eu for um professor universitário, mas a tristeza do velho é só dele, não entra em mim. Durmo bem. Nossas florestas vão aos poucos se transformando em desertos, mas isso não me faz sofrer. Não as sinto como uma ferida na minha carne. Vejo crianças mendigando nos semáforos, mas não me sinto uma criança mendigando em um semáforo. Vejo os meus alunos nas salas de aulas, mas meu dever de professor é dar o programa e não sentir o que os meus alunos estão sentindo.


De que vale o conhecimento sem compaixão? Todas as atrocidades que caracterizam os nossos tempos foram feitas com a cumplicidade do conhecimento científico. Parece que a inteligência dos maus é mais poderosa que a inteligência dos bons.


Sabemos como ensinar saberes. Há muita ciência escrita sobre isso. Não me lembro, no entanto, de nenhum texto pedagógico que se proponha a ensinar a compaixão. Talvez o livrinho "Como Amar uma Criança", do Janusz Korczak  mas Korczak é uma exceção. Ele sabia que, para ensinar algo a uma criança, é preciso amá-la primeiro. Korczak era um romântico. Por isso o amo.


Aí, fiz a mim mesmo uma pergunta pedagógica: "Como ensinar a compaixão?". Conversando sobre isso com minha filha Raquel, arquiteta, ela se lembrou de um incidente dos seus primeiros anos de escola, quando ainda era uma menina de sete anos. Seria o aniversário da faxineira, uma mulher que todos amavam. A classe se reuniu para escolher o seu presente. Ganhou por unanimidade que, no dia do seu aniversário, as crianças fariam o seu trabalho de faxina. Disse-me a Raquel que a faxineira chorou.


Sei que as crianças aprendem com um olhar especial, o olhar de suas professoras. Elas sabem quando as professoras as olham com os mesmos olhos com os quais Fernando Pessoa olhava o arbusto quando escreveu o poema. Sei também que as histórias provocam compaixão quando o leitor se identifica com um personagem. Sei de um menininho que se pôs a chorar ao final da história "O Patinho que Não Aprendeu a Voar". Ele teve compaixão do patinho. Identificou-se com ele. Vai carregar o patinho dentro de si, embora o patinho não exista. Lemos histórias para as crianças e para nós mesmos não só para ensinar a nossa língua mas também para ensinar a compaixão. Mas continuo perdido. Preciso que vocês me ajudem. Como se pode ensinar a compaixão?


(ALVES, Rubem. Sabor do saber. São Paulo, Folha de São Paulo, 27 set. 2005, p. 22.)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Ser criança é ser poesia..

Ser criança é ser poesia,é receber carinho noite e dia e crescer pela mão de um pai que sabe ser criança.Cada brincadeira é um poema de inocência, escrito num sorriso. Ser criança rima com esperança declamada no colo de uma mãe. Ser criança é um verso de amor,um céu de alegria que infelizmente não toca os olhos de todas as crianças.
Henrique Fernandes

Ursinho dengoso...

Ursinho Dengoso Olha só a carinha dele... Sempre sorrindo Tímido e gracioso Ah! meu ursinho dengoso... À noite, mamãe me coloca na cama Me cobre direitinho e me dá um beijinho Diz: - Dorme com os anjos,filhinho! Eu, queria dizer: - Você também! Mas não sei falar... Viro para o lado me encolho calado e abraço logo o meu Dengoso... Já chorei, já berrei, já esperneei... Mamãe não me quer na cama dela Então... que jeito fazer para não sentir tanto a falta dela? Do carinho gostoso, do abraço apertado? Seu olhar de amor Do cheirinho que ela tem? Minha chupeta: não sei onde está minha fraldinha, puseram para lavar... Ainda bem que deixaram você para mim... Apagaram a luz, e você, Dengoso, fica sorrindo assim?

domingo, 5 de dezembro de 2010

Finalizando .... Brincando com as Palavras


 
                 BRINCAR         
                                        MEDIAR
                                                           
                                                               ENCANTAR
          
      DIVERSIFICAR
                                               GOSTAR


                                                            ... Tudo ar ...
ar de aprender
ar de amar ler
ar de embebecer
ar de conhecer
ar de escrever
ar de comprometer
Enfim ... ares dos lares escolares.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Possibilidade de trabalhos com POESIA na Educação Infantil

No chat de sábado passado, foi-nos questionado sobre a possibilidade de  trabalho com poesia na Educação Infantil.

Ressalto que SIM, É POSSÍVEL.

Trago sugestões extraídas do texto Múltiplas Linguagens de Meninos e Meninas no Cottidiano da Educação Infantil, de Márcia Gobbi.


Ler as poesias para as crianças para que se familiarizem com essa linguagem é essencial.
Brincar com os sons das palavras criando trocadilhos, rimas, aliterações.

Brincar com as palavras e letras tornando-as objetos, alterando o tamanho e o tipo das letras, associar imagens e letras, utilizando histórias em quadrinhos, cores diversas, cartazes. Pode se fazer móbiles pequenos e espelhá-los por diferentes lugares das creches e pré-escolas ou gigantes, tais como cortinas poéticas, que se transformam em espaços nos quais as crianças entram, brincam, trocam letras, tocam, cheiram e até, em alguns casos, as comem, por que não?

Brincar com os sentidos das palavras originárias de diferentes regiões ou países.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." (Bill Gates)

CUIDADO MENINAS.....
Brincando de Papai Mamãe

Joãozinho chega da escola e vai direto à geladeira pegar o sorvete. Sua mãe entra na cozinha e dá aquela bronca:
- Nada disso, Joãozinho. Isso não é hora de tomar sorvete. Está quase na hora do almoço... Vá lá fora brincar!
- Mas, mamãe, não tem ninguém para brincar comigo!
A mãe entra no jogo dele e diz:
- Tá bom, então eu vou brincar com você. Do que é que nós vamos brincar?
- Quero brincar de papai-e-mamãe.
Tentando não mostrar surpresa ela responde:
- Tá certo. O que é que eu devo fazer?
- Vá para seu quarto, vista o baby-doll e deite-se.
Pensando que vai ser bem fácil controlar a situação, a mãe sobe as escadas. Joãozinho vai até o quartinho e pega um velho chapéu do pai. Ele encontra um toco de cigarro num cinzeiro e o coloca no canto da boca. Sobe as escadas e vai até o quarto da mãe.
A mãe levanta a cabeça e pergunta:
- E o que eu faço agora?
Com um jeito autoritário, Joãozinho diz:
- Desça logo e dê sorvete ao garoto!

História de Criança

Uma tarde chegando na escola, fui conversar com uma amiga, na calçada da escola.

Não percebi um aluno meu, do Jardim, passar por mim.

Já na sala de aula ele me perguntou com quem eu estava conversando.

Sem saber como explicar que eram meus amigos da faculdade, disse sem pensar era alguém conhecido.

Alguns dias depois, uma mãe de aluno acompanhada de uma amiga, veio até a escola para falar comigo, justamente aquele aluno do "alguém".

Sem titubear, o aluno veio até mim e disse:

-Profe tem dois "alguém" querendo falar contigo.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Sugestão de Livro:

Com a pulga atrás da orelha ... e outras coisas que os alunos dizem quando querem dizer uma coisa totalmente diferente.

Chistiane Gribel

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Boa semana a todos!!!!


Falando em linguagem...

Começaram os pedidos de Natal...
 
Próximo ao Natal, Wandergleydson, um garotinho carioca de 8 anos, resolveu escrever uma carta para o Papai Noel pedindo uma bicicleta
"Papai Nuel, fui um ótimu minino eçi ano, ajudei meu pai, minha mãi e até meu irmãuzinhu... quero uma bicicreta."
Então parou e pensou:
- Ele num vai acreditá, vo refazê a carta.
"Papai Nuel, sei qui num fui muito bão eçi ano mais achu qui ainda meressu uma bicicreta."

Não satisfeito, ele joga a carta fora, vai até o presépio, pega a imagem de Maria, coloca dentro do sapato e escreve o seguinte:
"Jesuis, si liga na situação....tô com tua mãe mano!
A treta é a seguinte...se quisé vê tua véia di novu, manda o véio da carróssa cos viado,
mim dá uma magrela sinão o bicho vai pegá pro lado da coroa, Morou bródi"
OS VÁRIOS SOTAQUES DE UM ASSALTO!!!




Assaltante Cearense


Ei, bixim... Isso é um assalto!!!
Arriba os braços e num se bula nem faça munganga...
Passa vexado o dinheiro senão eu planto a peixeira no teu bucho
e boto teu fato pra fora...
Perdão meu Padim Ciço, mas é que eu tô com uma fome da
moléstia...




Assaltante Mineiro


Ô sô! Prestenção!!!
Isso é um assarto, uai...
Levant'os braço e fica quetin quesse trêin na minha mão
tá cheím de bala...
É mió passá logo os trocado que eu num tô muito bão hoje não!
Vai andando, sô....Uai, tá esperando o que, uai? Ara, sô!


Assaltante Gaúcho


O gurí, ficas atento... Báh, isso é um assalto... Levantas os
braços e te aquieta, tchê!
Não tente nada e tome cuidado que esse facão corta que é uma
barbaridade...
Passa os pilas prá cá! E te manda a la cria, senão o quarenta e quatro fala


Assaltante Carioca


Seguiiiinnte aí, me'rmão...
Tu se fudeu, aí, isso é um assalto...
Não fica de bobeira que eu atiro bem pra caralho...
Aí, vai andando e se olhar pra trás vira presunto..., Aí!


Assaltante Baiano


Ô meu rei....(longa pausa)........Isso é um assalto...
Levanta os braços, mas não se avexe não...
Se num quiser nem precisa levantar, pra num ficar cansado...
Vai passando a grana, bem devagarinho...
Num repara se o berro está sem bala, mas é pra não ficar muito
pesado...
Não esquenta, meu irmãozinho, vou deixar teus documentos na
próxima encruzilhada...


Assaltante Paulista


Ôrra, meu... Isso isso é um assalto.. Alevanta os braços, meu...
Passa a grana logo, meu...
Mais rápido, meu, que eu ainda preciso pegar a bilheteria
aberta pra comprar o ingresso do jogo do curintian meu...
Pô, se manda, meu...


"Descobri que a leitura é uma forma servil de sonhar. Se tenho de sonhar, porque não sonhar os meus próprios sonhos?" (Fernando Pessoa)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Dia Nacional da Consciência Negra


Tema importante para se trabalhar com os alunos.


Sugestão de literatura:

Menina Bonita do Laço de Fita


Uma passagem que tem muito a ver com o tema AFETIVIDADE, muito abordado nos textos.

Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.

Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé; a ponto de transportar montes, se não tiver amor nada serei.

E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.

O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se recente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; porque, em parte, conhecemos e em parte, profetizamos.

Quando, porém, vier o que é perfeito, então o que é parte será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.

Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente, então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.

Coríntios I, Cap. 13, vers. 1 a 13.

Sugestões de Trava-línguas

Interessante é a diversificação das leituras.
Então sugiro uma opção: trabalhar com trava-línguas. As crianças adoram.
Elas irão ler pensando que estão brincando.
Se você trabalha com séries/anos iniciais, é diversão garantida.

Seguem algumas sugestões:
Maria-Mole é molenga, se não é molenga,
Não é Maria-Mole. É coisa malemolente.
Nem mala, nem mola, nem Maria, nem mole.
Tinha tanta tia tantã.
Tinha tanta anta antiga.
Tinha tanta anta que era tia.
Tinha tanta tia que era anta.
O sabiá não sabia.
Que o sábio sabia.
Que o sabiá não sabia assobiar.
Olha o sapo dentro do saco.
O saco com o sapo dentro,
O sapo batendo papo
E o papo soltando vento.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010


A criança e o prazer de ler
Artigo de Graziele Ferreira

Para que uma criança obtenha o interesse pela leitura, é necessário que ela entenda que a leitura não é uma obrigação e sim uma satisfação. O interesse pela leitura começa antes mesmo de seu ingresso em uma escola, pois a criança tem uma curiosidade natural por tudo que a cerca. A leitura deve ser vista como uma atividade prazerosa e não algo que lhe seja doloroso.

A família que lê para a criança histórias, contos, poesias, ou revistas de seu interesse, incentiva nela o hábito e a simpatia pela leitura. A leitura precisa ser incentivada na infância pelos pais, pela família. Mas sabemos que isso é algo complicado, pois muitos pais não possuem o hábito de ler e, na maioria das vezes, nem o sabem. Sendo assim, resta à escola criar metodologias e projetos, não somente em sala de aula, mas na escola como um todo, para educar os alunos para a prática da leitura. Também é importante que os objetos de leitura estejam sempre ao alcance das crianças.

Na escola a professora deverá descobrir uma maneira de mostrar as crianças que a leitura é uma fonte de prazer. Ela pode habituar as crianças a entrarem na biblioteca, descobrir o cantinho da leitura, folhear os livros, saber dos livros novos que chegaram desde o início do ano. Mostrar-lhes a importância de entrar em livrarias, mesmo sem a intenção de comprar, só para olhar, ler as contracapas e saber dos últimos lançamentos. É preciso descobrir o prazer de ler, é preciso redescobrir o gosto pela leitura. Novos escritores podem surgir a partir desses bons leitores. Precisamos de novos leitores e escritores com uma nova visão, precisamos de escritores capazes, com uma visão crítica, com uma visão ampla do mundo que os cerca. Precisamos de pessoas que escrevam e leiam, mas por prazer, pelo simples prazer de ler e escrever.

Em muitos casos, na escola o grande problema na verdade não é a falta de interesse da criança pela leitura, mas da professora. Quem não gosta de ler dificilmente ensina alguém a gostar de ler. O incentivo a leitura é de suma importância, se a professora não gosta de ler, terá que aprender, ou mudar de profissão, pois a criança precisa saber que a leitura é uma entrada fantástica para um mundo cheio de realidades e encantos.




A Importância da Leitura
Ler é essencial. Através da leitura, testamos os nossos próprios valores e experiências com as dos outros. No final de cada livro ficamos enriquecidos com novas experiências, novas ideias, novas pessoas. Eventualmente, ficaremos a conhecer melhor o mundo e um pouco melhor de nós próprios.
Ler é estimulante. Tal como as pessoas, os livros podem ser intrigantes, melancólicos, assustadores, e por vezes, complicados. Os livros partilham sentimentos e pensamentos, feitios e interesses. Os livros colocam-nos em outros tempos, outros lugares, outras culturas. Os livros colocam-nos em situações e dilemas que nós nunca poderíamos imaginar que encontrássemos. Os livros ajudam-nos a sonhar, fazem-nos pensar.
Nada desenvolve mais a capacidade verbal que a leitura de livros. Na escola aprendemos gramática e vocabulário. Contudo, essa aprendizagem nada é comparada com o que se pode absorver de forma natural e sem custo através da leitura regular de livros.
Alguns livros são simplesmente melhores que outros. Alguns autores vêem com mais profundidade o interior de personagens estranhas, e descrevem o que eles vêem e sentem de uma forma mais real e efectiva. As suas obras podem exigir mais dos leitores: consciência das coisas implicadas em vez de meramente descritas, sensibilidade às nuances da linguagem, paciência com situações ambíguas e personagens complicadas, vontade de pensar mais profundamente sobre determinados assuntos. Mas esse esforço vale a pena, pois estes autores podem proporcionar-nos aventuras que ficam na nossa memória para toda a vida.
Relativamente aos escritores em si, é difícil muitas vezes começar a ler livros de um novo escritor, o que nos leva a desistir ao fim de poucas páginas.
É essencial perseverar. A maioria da boa escrita é multi-facetada e complexa. É precisamente essa diversidade e complexidade que faz da literatura uma actividade recompensatória e estimulante.
Muitas vezes um livro tem que ser lido mais de uma vez e com abordagens diferentes. Estas abordagens podem incluir: uma primeira leitura superficial e relaxada para ficar com as principais ideias e narrativa; uma leitura mais lenta e detalhada, focando as nuances do texto, concentrando-nos no que nos parece ser as passagens chave; e ler o texto de forma aleatória, andando para trás e para a frente através do texto para examinar características particulares tais como temas, narrativa, e caracterização dos personagens.
Todo o leitor tem a sua abordagem individual mas o melhor método, sem dúvida, de extrair o máximo de um livro é lê-lo várias vezes.
Publicado por pns em setembro 3, 2003 09:12 AM

A força de vontade, a curiosidade que move o leitor em busca de seu objeto, é construída socialmente.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Olá pessoal!

Vejam a música escrita por Toquinho, O caderno. Além de uma linda melodia, a letra pode ser pensanda, não como referência ao caderno, mas ao livro. Reflitam o trecho que diz "a vida se abrirá num feroz carrossel", acreditamos que é isso que acontece quando "entramos de cabeça" em uma leitura.
Segue abaixo a letra e o vídeo da mesma.

O Caderno
Toquinho
Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco até o bê-a-bá
Em todos os desenhos
Coloridos vou estar
A casa, a montanha, duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel

Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
Te acompanhar nas provas bimestrais
Você vai ver
Serei de você confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel

Sou eu que vou ser seu amigo
Vou lhe dar abrigo
Se você quiser
Quando surgirem seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel

O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer

Só peço a você um favor
Se puder
Não me esqueça num canto qualquer

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segunda-feira, 1 de novembro de 2010


"A leitura é para o intelecto o que o exercício é para o corpo."
Joseph Addison